
Ingmar Bergman
Ernest Ingmar Bergman nasceu em Uppsala, famosa cidade universitária na Suécia, em 14 de Julho de 1918. É dramaturgo e cineasta sueco. Filho de um pastor luterano teve uma puerícia rígida, assinalada por punições psicológicas e corporais, assunto freqüente em seus trabalhos.
Igmar estudou literatura e história da arte na Universidade de Estocolmo, onde o teatro o seduziu, e mais tarde o cinema. Começou a sua carreira em 1941, escrevendo a peça de teatro “Morte de Kasper” e, em 1944, redigiu o primeiro argumento para o longa – metragem “Hets” (“Tormento”), do importante cineasta sueco Alf Sjorberg.
“Kris” (“Crise”, 1945), O primeiro filme de Bergman baseado na obra teatral de Leck Fischer, pondera sobre o pessimismo do pós-guerra europeu.
Ao fazer “Fangelse” (“Prisão” 1949), Ingmar inicia uma etapa em que duas questões essenciais convivem: uma de índole filosófica, em torno de teses como a existência de um criador ou do bem e do mal; outra, de gênero sarcástico, centrada nas dificuldades da falta de entendimento entre os homens.
“Sonnaren med Monika” (“Mônica e o Desejo”, 1952) pode ser apreciada como sua primeira obra-prima; estudo romântico sobre o amor adolescente e as suas desilusões. Foi esse filme, por sinal, que despertou o interesse de Woody Allen pelo diretor sueco.
Baseado em sua peça “Pintura Sobre Madeira” (1954), “O Sétimo Selo” (“Det Sjunde Inseglet”, 1956), pode ser decodificado como uma a parábola do século XX e da vida na sociedade que ainda vivemos, concebida como mito medieval. O filme ganhou o Prêmio do Júri do Festival de Cannes.
Vitorioso do Urso de Ouro no Festival de Berlim de 1958, “Morangos Silvestres” (“Smultronstaler”, 1957) pesquisa a concepção do fato, do devaneio e da memória para refazer o curso do médico Isak Borg, interpretado perfeitamente por Victor Sjostrom, um mestre do cinema mudo sueco.
Vencedor do Oscar e do Globo de Ouro de melhor filme estrangeiro em 1960, “A Fonte da Donzela” (“Jungfrukallan”) relata, em um jogo de penumbra e claridade, uma alegoria sobre crença, transgressão, iniqüidade e perdão. O roteiro de Ulla Isaksson partiu da ária medieval “A Filha de Tore”, que enfoca a Suécia do século 14 com todas as incoerências religiosas da época.
Tragédia psicológica densa em que Bergman analisa com minúcia o processo de destituição de uma família, “Através de Espelho” (“Sansom I En Spegel”) é uma das principais obras do cineasta. É ganhador do Oscar de Melhor filme estrangeiro em 1961.
Uma das películas mais perturbadoras de Ingmar, Gritos & Sussuros (Viskningar Och Rop, 1972), a concepção do cineasta foi fazer um filme onde pudesse descrever quatro facetas de sua progenitora, uma mulher assaz tranqüila e que ele amava muito. O filme foi indicado a cinco Oscar, incluindo Melhor filme e Direção, foi premiado com o Oscar de Melhor Fotografia, do genial Sven Nyvist.
Ao som de Chopin, Bach, Haendel e Schumam, “Sonata de Outono” (“ Hostsonat”, 1978), Ingmar urdir uma amarga ponderação sobre as relações familiares num roteiro nada menos que brilhante. O filme marca o encontro do cineasta com a mitológica atriz Ingrid Bergman (“Casablanca”, 1943) indicada ao Oscar de Melhor atriz por sua atuação.
“Fanny e Alexander” (“Fanny och Alexander”, 1982), o cineasta idealizou o filme como minissérie para TV, com a duração aproximada de cinco horas (e cinco capítulos). O próprio diretor encarregou-se de fazer a montagem para o cinema. Ganhou quatro Oscar, nas seguintes categorias: Melhor filme Estrangeiro, Melhor Fotografia, Melhor Figurino e Melhor Direção de Arte. Foi o seu último trabalho para o cinema.
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Ernest Ingmar Bergman nasceu em Uppsala, famosa cidade universitária na Suécia, em 14 de Julho de 1918. É dramaturgo e cineasta sueco. Filho de um pastor luterano teve uma puerícia rígida, assinalada por punições psicológicas e corporais, assunto freqüente em seus trabalhos.
Igmar estudou literatura e história da arte na Universidade de Estocolmo, onde o teatro o seduziu, e mais tarde o cinema. Começou a sua carreira em 1941, escrevendo a peça de teatro “Morte de Kasper” e, em 1944, redigiu o primeiro argumento para o longa – metragem “Hets” (“Tormento”), do importante cineasta sueco Alf Sjorberg.
“Kris” (“Crise”, 1945), O primeiro filme de Bergman baseado na obra teatral de Leck Fischer, pondera sobre o pessimismo do pós-guerra europeu.
Ao fazer “Fangelse” (“Prisão” 1949), Ingmar inicia uma etapa em que duas questões essenciais convivem: uma de índole filosófica, em torno de teses como a existência de um criador ou do bem e do mal; outra, de gênero sarcástico, centrada nas dificuldades da falta de entendimento entre os homens.
“Sonnaren med Monika” (“Mônica e o Desejo”, 1952) pode ser apreciada como sua primeira obra-prima; estudo romântico sobre o amor adolescente e as suas desilusões. Foi esse filme, por sinal, que despertou o interesse de Woody Allen pelo diretor sueco.
Baseado em sua peça “Pintura Sobre Madeira” (1954), “O Sétimo Selo” (“Det Sjunde Inseglet”, 1956), pode ser decodificado como uma a parábola do século XX e da vida na sociedade que ainda vivemos, concebida como mito medieval. O filme ganhou o Prêmio do Júri do Festival de Cannes.
Vitorioso do Urso de Ouro no Festival de Berlim de 1958, “Morangos Silvestres” (“Smultronstaler”, 1957) pesquisa a concepção do fato, do devaneio e da memória para refazer o curso do médico Isak Borg, interpretado perfeitamente por Victor Sjostrom, um mestre do cinema mudo sueco.
Vencedor do Oscar e do Globo de Ouro de melhor filme estrangeiro em 1960, “A Fonte da Donzela” (“Jungfrukallan”) relata, em um jogo de penumbra e claridade, uma alegoria sobre crença, transgressão, iniqüidade e perdão. O roteiro de Ulla Isaksson partiu da ária medieval “A Filha de Tore”, que enfoca a Suécia do século 14 com todas as incoerências religiosas da época.
Tragédia psicológica densa em que Bergman analisa com minúcia o processo de destituição de uma família, “Através de Espelho” (“Sansom I En Spegel”) é uma das principais obras do cineasta. É ganhador do Oscar de Melhor filme estrangeiro em 1961.
Uma das películas mais perturbadoras de Ingmar, Gritos & Sussuros (Viskningar Och Rop, 1972), a concepção do cineasta foi fazer um filme onde pudesse descrever quatro facetas de sua progenitora, uma mulher assaz tranqüila e que ele amava muito. O filme foi indicado a cinco Oscar, incluindo Melhor filme e Direção, foi premiado com o Oscar de Melhor Fotografia, do genial Sven Nyvist.
Ao som de Chopin, Bach, Haendel e Schumam, “Sonata de Outono” (“ Hostsonat”, 1978), Ingmar urdir uma amarga ponderação sobre as relações familiares num roteiro nada menos que brilhante. O filme marca o encontro do cineasta com a mitológica atriz Ingrid Bergman (“Casablanca”, 1943) indicada ao Oscar de Melhor atriz por sua atuação.
“Fanny e Alexander” (“Fanny och Alexander”, 1982), o cineasta idealizou o filme como minissérie para TV, com a duração aproximada de cinco horas (e cinco capítulos). O próprio diretor encarregou-se de fazer a montagem para o cinema. Ganhou quatro Oscar, nas seguintes categorias: Melhor filme Estrangeiro, Melhor Fotografia, Melhor Figurino e Melhor Direção de Arte. Foi o seu último trabalho para o cinema.
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